Como sempre andei muito de transportes públicos, ia sempre acompanhada de um livro, o que ajudava a passar o tempo e a desligar da habitual confusão, ao ponto de deixar passar a minha paragem...
Na praia o gosto por ler é potenciado pelo barulho das ondas a bater na areia, pelo cheiro a maresia e pelo calor do sol. Como gosto mesmo de ler na praia é, sentada, numa daquelas cadeiras junto à areia e com os pés meio dentro de água, sabe mesmo bem. Só temos que ter atenção é se a bandeira está verde, caso contrário levamos com a arrebentação das ondas mesmo nas páginas do livro.
Como estamos no verão e em altura de férias para muitos, quis partilhar convosco o meu top 5 de livros lidos com o pé na areia e que gostei muito.
Na sequencia do nosso post de há algumas semanas atrás “Post No hate” tenho vindo a refletir sobre o ambiente onde vivo e quem me rodeia. Atenção que a minha realidade é diferente da Portuguesa, uma vez que moro no estrangeiro. Não obstante, cheguei à conclusão, que cada vez mais vejo sobressaírem sentimentos negativos. Cada vez mais se fala na saúde mental e nos problemas que ultimamente vêm surgindo. Estaremos a andar para o precipício da loucura? Espero que não! Até porque a saúde mental sempre existiu, mas nem sempre foi consciente, ou nem sempre foi assumida. E quando se assume algo parece mais real, acabando pela realidade ser a mesma, mas altercada pela comunicação! De qualquer forma, é assumir perante os outros, o que acaba por ter outro impacto.
Mas o que sinto quando falo em sentimentos negativos é a falta de compaixão, o conceito de fazer o bem ao próximo, de dar sem pensar em receber. Talvez seja um decair da religião/ fé de muitos, da globalização, conhecimento, informação generaliza, social media, dos problemas diários, da competição que se constata em todo lado, na pressão para ser melhor (ter um melhor rabo, um melhor carro, um melhor telefone…), falta de tempo, etc…
Nunca fui religiosa, mas tenho fé. Fui educada, grande parte, pela minha avó que era uma pessoa que gostava de praticar ‘o bem’ e me incutiu tal ensinamento nos ossos. Não sei ser má! (às vezes gostava) Não sou capaz de deliberadamente magoar alguém, ser vingativa e gosto de surpreender com quem me cruzo no caminho pela positiva, mesmo que não seja uma experiência positiva!
Mas a educação de hoje em dia, já não parece ser assim: a azafama, falta de tempo, nos dias de hoje, para passar tempo com os filhos, acabando por haver um descartar da responsabilidade da parte dos educadores, do mais importante, que é a educação dos filhos e o passar dos valores, amor, etc.. Acabando, por de alguma forma, se sentirem muito responsáveis por algo que não sabem mto bem o que é, e substituindo essa falta de responsabilização com o que têm para dar, neste caso, em forma de bens, brinquedos, dinheiro, porque é por esse motivo que não estão presentes. Acabamos por criar humanos pouco genuínos. E atenção, não falo numa realidade Portuguesa, isto é na minha realidade estrangeira.
Nunca nos fartávamos de estar na rua, fosse em época de férias ou não! Tínhamos sempre o que fazer... sozinhos ou acompanhados, com ou sem brinquedos.
Hoje em dia é raro vermos as crianças com este espírito. É certo que as condições de segurança são outras e não existem tantos espaços que proporcionem tanta brincadeira e diversão.
Mas, acho que, principalmente o que mudou foi mesmo a predisposição das crianças, ou a falta dela. Estão tão habituados a estar em casa presos à tecnologia que tudo o que seja fora de casa requer demasiada energia e esforço para o fazer... não digo que a culpa seja só das crianças, pois os pais também têm a sua meia culpa.
Eu falo por mim, é claro que me sabe bem o silêncio e o sossego quando elas estão no tablet e elas também o vão... mas o ato de largar esse comodismo e avançar para uma atividade mais física requer alguma preparação psicológica. Para elas e para mim...
Os miúdos hoje em dia têm dificuldades em criar, inventar (brincadeiras, não histórias LOL), em imaginar... Eu lembro-me de dizer à minha mãe que ia ter com a vizinha para brincar e se ela não estava ia para casa? NEM PENSAR!!! Continuava na rua a brincar sozinha e sem dar pelo tempo passar.
Agora os miúdos não conseguem estar sozinhos sem um tablet ou telemóvel, inclusivé já cheguei a ver crianças no parque, sentadas no baloiço agarradas ao telemóvel! Enfim!... Recentemente a minha filha e um amigo foram para o parque brincar e passado pouco tempo de lá estarem vieram bater-me à porta a dizer que precisavam de ir à casa dele buscar o telemóvel porque estavam aborrecidos... Reencaminhei-os de volta para o parque após ouvirem daqueles sermões que começam "No meu tempo...". Passado nem 10 minutos regressaram a dizer que estavam com frio e queriam vir para casa. Escusado será dizer que acabaram no quarto a jogar consola. Sacaninhas dum raio!
E é isto que eu digo, é isto que eu me refiro quando digo que os miúdos de hoje não sabem brincar! E a prova disso é que certas brincadeiras que nós aprendemos na rua são agora ensinados na escola... Li uma vez um artigo a dizer que a maioria das crianças não sabe saltar à corda! Como é isso possível? O que é que estes miúdos andam a fazer?
Vejamos, então as brincadeiras de ontem comparativamente com as brincadeiras de hoje.
No meu tempo saltava à corda na rua, de ténis, sandálias, chinelos e até descalça - individual e em grupo, com uma música que já não me lembro. No meu tempo jogava ao elástico, ao futebol humano e futebol sem ser humano, aos berlindes, ao ferro, ao caracol... Quem conhece o jogo da sirumba (era o meu preferido), consistia num jogo de policias e ladróes com uns quadrados para os ladrões e corredores para os polícias...
No meu tempo subia às árvores e metia-me no meio das ervas grandes para jogar às escondidas e mordia azedas, ia às silvas para apanhar amoras e se me arranhasse inventava um remédio com o leite dos figos ou com suculentas só para não ir a casa... No meu tempo ia para as obras aventurar-me e trazia tubos de plástico para lançar canudos de papel ou bagas e claro, acertar em alguém.
Passava tardes de bicicleta à descoberta - criámos um clube, o gang das BMXs. E para quem não sabia andar nós dávamos uma ajudinha na rampa de terra batida, não eram necessárias rodinhas.
Também brincava com barbies, Kens e outras bonecas... mas não eram para estar em nenhuma exposição, por isso, levava-as para a terra e lá brincava com elas. Construía a casa com caixas de detergentes e arrancava ervas pelas raízes para enfeitar o jardim da mansão das barbies. O carro era uma caixa de ovos.
No meu tempo rasgava blusas, encardia calças, perdia sapatos... e no Verão tomávamos banho de mangueira todos juntos antes do jantar para depois à noite nos juntarmos novamente para nos sujarmos outra vez.
No meu tempo não tínhamos frio, nem fome, nem medo daquele mais velho que nos dava uns calduços de vez em quando! Bem, se tínhamos não o demonstrávamos e aí de nós se ousássemos fazer queixinhas...
No meu tempo não tínhamos nem telemóveis nem tablets... No meu tempo aproveitávamos à grande! Explorávamos, aprendíamos, ensinávamos, caíamos...mas a diversão era garantida... No meu tempo acho que éramos mais felizes...
Agora não se ouve "queres brincar comigo?" e as brincadeiras resumem-se a , a , pois não sei! A uma visita promovida pelos pais a um parque para realizar algum exercício e tablet ou telemóvel, talvez uns toques na bola e tablet ou telemóvel, um passeio a pé e tablet ou telemóvel, talvez uma voltinha de bicicleta ou patins e tablet ou telemóvel...
E normalmente sempre acompanhados/incentivados pelos pais... Não há autonomia, não há iniciativa, não há experiência!
Como havia no meu tempo!
Ó tempo volta para trás!
E a vossa infância como foi? E a dos vossos filhos, como é?
Beijinhos
Be Happy
Maria
- Ajuda a ter uma pele bonita e hidratada
- Contém proteínas que ajudam na recuperação do músculo
- Ajuda a emagrecer (só por isto já me convence - infelizmente tem que ser consumido em pequenas doses) e previne a prisão de ventre
- Previne doenças cardíacas e o cancro
- Azeite
- Ervas aromáticas
- Flor de sal
- Vinagre em spray
O meu exemplo, em relações amorosas, não é dos melhores ou dos mais saudáveis... mas também não é terrível: é instável, bom/ mau e acabou em separação. Os pais tendem a proteger os filhos destas coisas, mas eu acho que os filhos se apercebem sempre. Eu desde que me conheço que senti instabilidade em casa, coisas que não estavam bem, mas as minhas preces sempre foram atendidas (quando era pequenina, claro!) e só se vieram a divorciar quando eu já era bem adulta (há relativamente pouco tempo :P), após 42 anos juntos...
De resto as minhas 'avózes' em ambos os lados eram viúvas, mas nem falavam muitos dos 'falecidos',e ouvi histórias de que estavam bem assim, por isso, sem role model. A minha bisavó, largou o marido aos 35 anos - devido a “mulheres e vício do jogo” dizia ela - e mudou-se da província para Lisboa, sozinha, com dois filhos e teve uma vida feliz, a trabalhar até aos 85 anos. Era uma mulher forte, independente e sorridente. Deixou-nos aos 106 anos, rodeada pela família que a adorava.
Os meus exemplos não são encorajadores de que uma relação a dois seja exemplo de felicidade para sempre. Mas...
Mas para ter uma boa relação acima de tudo há que seguir alguns dos seguintes pontos:
1. Rir, rir e rir
2. Saber ouvir
3. Responder a qualquer apelo ou tentativa de comunicação, seja ela verbal, gestual, sexual.
4. Sair da rotina
5. Compaixão
6. Compreender que ambos são seres individuais e que possam precisar do seu espaço sozinhos ou com amigos. É bom para sentir saudades e valorizar a relação.
7. Respeito mutuo
8. Paciência, resiliência e pensamento positivo de que por vezes há fases, mas vai tudo ficar bem. No fundo, é uma escolha mútua, são preciso dois para dançar o tango!
Claro que somos todos diferentes e todas as relações são flexíveis, penso que não haja uma regra fixa. No entanto, estes pontos acima ajudam a uma harmonia e doçura entre o casal.
E que mais acham vocês? Têm intensão de ter um "até ao infinito e mais além"?
Beijos
Carolina
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Foto de Gemma Evans em Unsplash








