Competitividade e relacionamentos tóxicos no trabalho. Como superar? #profissional #pessoal

Por Carolina - junho 03, 2021

competitividade e relações tóxicas

Olá gajas boas!

Hoje venho partilhar com vocês coisas do meu trabalho. E tentar obter o vosso parecer e talvez também para algumas de vós, colocar em perspetiva alguma das situações que muitas vezes acontecem no local de trabalho, que nos deixam com um sabor a fel com o colega do lado e um ambiente de cortar à faca!

Algumas de vocês sabem que quase sempre trabalhei em vendas. Um ambiente de vendas propício ao "faqueiro". Tendo em conta as personalidades que normalmente trabalham em vendas, por norma ambiciosos, competitivos, que gostam de trabalhar por objetivos, por vezes sem olhar a meios. E eu vejo a ambição e competição, nestes casos como algo positivo, no sentido em que promove a melhor performance. No entanto, no meu entender como profissional, há que ter uma estrutura de suporte que permita os "competidores" a não sofrerem deslizes e/ou facadas desnecessárias que os distraiam de serem os melhores.

Mas nem sempre é um ambiente de vendas que traz o fel, por vezes colegas noutras funções, numa forma de mostrar poder, ciúmes, desprezo pelo nosso trabalho, glorificam-se com os louros, enfim vocês digam-me mais...

Já lidei com tudo: relações tóxicas, ciúmes, disputa de poderes, etc. Eu não me considerava competitiva, mas uma vez um chefe descreveu-me como "competitiva silenciosa", não dou nas vistas, mas sim quero ser boa e tenho orgulho e zelo no trabalho que faço.

Acho eu que nunca fui o problema, mas talvez também já tenha sido, sem me aperceber. Tendemos a olhar para o nosso umbigo nessas ocasiões, mas acima de tudo tento sempre ter os meu princípios acima de tudo: ser justa, considerar todas as hipóteses (ou tentar) e ter ética de trabalho que para mim é: mesmo que aquela pessoa seja um cato, ser cordial mostrou-me que traz cordialidade de volta. Não temos que ser amigos, mas infelizmente tenho que gramar essa pessoa mais horas que a minha cara metade, para manter a minha sanidade mental, é melhor ter uma boa relação com ela. Caso contrário, não funciona, mais vale procurar outro trabalho.

Mas esta "boa relação" de profissional é uma coisa que aprendi. E como:

1. Eu não tenho que ser amiga dos meus colegas

Posso ser, mas não obrigatoriamente. Para mim, o profissionalismo teve de ser "tagado" com um hashtag diferente: #profissional #pessoal. Tenho de trabalhar com colegas, num bom ambiente para que, como equipa, consigamos atingir o objetivo de ganhar dinheiro ao fim do mês :)

2. Ninguém é melhor que ninguém

Tudo dependo da dedicação que damos ao nosso trabalho. O "esforço" e a dedicação tende a ser recompensado.

3. Foco

Estarmos focados no trabalho e na nossa meta, é muito mais importante do que olhar para o trabalho do vizinho e querer fazer melhor. O que não implica não olhar, para termos uma ideia onde nos posicionar e avaliar como prosseguir.

4. Agir sempre com ética acima de tudo

Respeitar os outros. Pode fazer-se muita coisa a nosso favor sem ter de prejudicar terceiros.

5. Brincar e ter animo leve


6. Não levar determinadas atitudes como provocação pessoal

Por vezes os motivos por detrás de determinadas ações são mais profundas do que parecem e não têm nada a ver com o que pensamos.

7. O trabalho serve para nos proporcionar uma vida estável/ melhor

Supostamente - deveria ser para nos servir. Mas, por vezes, só nos dá dor de cabeça...

8. Comportamento gera comportamento

Se mostrarmos respeito, temos respeito de volta!


Neste momento, posso dizer que trabalho com uma das pessoas mais difíceis de trabalhar da minha empresa (somos 218), que já fez 4 colegas desistirem do meu posto. Mas demorou uns dois anos de aprendizagem, adaptação e confesso ter um trabalho, que à parte da minha colega, sempre correu bem e conveniente: a 2 minutos de casa.

Contem-me as vossas aventuras profissionais e desafios. Mais alguém como eu?

Beijos

Carolina

xx




Foto de krakenimages em Unsplash

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