Constrangimentos no sexo

Por Maria - junho 04, 2020

joaninhas sexo - tropa do batom

Decidi abordar este tema porque, para além de achar que muitas de nós já passaram por algum deles (mas raramente falar), também considero que é um bom tema para soltar algumas gargalhadas. Digam-me o que vos veio à ideia ou memória quando leram o título? Decerto que algo vos ocorreu! Algo que aconteceu ou com vocês ou com amigos ou até de um filme? Quem viu o Doidos por Mary? Aquela cena em que o actor Ben Stiller após ter um momento de prazer individual vai abrir a porta com aquela marca evidente?

Os constrangimentos, sejam em que departamento for, provocam sempre embaraço, mas no sexo… Caramba, no sexo DÓI! E não escolhe género, idade ou classe social. Quando acontecem, sejamos nós os emissores ou recetores baralham ali qualquer ambiente e possíveis momentos de prazer. E será que são mais suscetíveis de acontecer com quem ainda não temos muito à vontade para estar, ou é a nossa capacidade de reação que é diferente? Ou será que eles também acontecem com quem estamos 100% à vontade, ou 99, 98%... whatever… com quem amamos e convivemos diariamente. Acho que quando tem que acontecer, acontece.. E que depende do que acontece e como nós lidamos com isso.

É claro que existem embaraços e embaraços. Os que arruínam a noite e os que, com uma boa dose de boa disposição se tornam insignificantes. Apesar de serem reais e inconvenientes tentarei, em forma de brincadeira e divertida referir algumas aflições que poderão ocorrer em momentos mais íntimos.

Começo pelos que acabam por definitivo com a brincadeira, dele, dela ou de ambos. Por exemplo, quando ele não quer ou não consegue, quando o motor não arranca e, por vezes abusa-se na insistência. Compreendo que quando acontece na mulher o mau-estar instalado não é tanto, mas porquê insistir? Se o instrumento do homem está murcho está murcho, o insistir e não conseguir é que se torna constrangedor, por isso mais vale dar o boa noite e tentar noutra altura. A duração também pode ser contabilizada neste ponto, pois quando ela é curta fica no ar um sentimento de algo não concretizado, algo não, muita coisa não concretizada. Tipo: “Esta vai ser rápida, viste? Hum!! Um pouco inglório… E o enganar-se no nome? A sério?!! Hellooo!! Se são de rodopios é melhor começarem a chamar de querida/o ou linda/o.. É muito mais seguro e evita noites solitárias.

Outra situação embaraçosa é quando somos apanhados no acto. É o fim da diversão, super constrangedor! Seja por estranhos (menos mal), pelos pais ou pior, pelos filhos: “Pai, o que é que vocês estão a fazer? Também posso brincar? O que respondemos? “Não filho, neste parque de diversões não podes entrar!” Impossível retomar!  E quem tem animais de estimação? Por exemplo os cães. O que é que eles pensam quando estão ali, parados e sentados a olhar? Eles sabem o que nós estamos a fazer ou não? E quando saltam para cima para “brincar” connosco? WTF???   QUEM CONSEGUE CONTINUAR DEPOIS DISTO? QUEM?

No início da minha relação com o meu companheiro devo de admitir que fui extremamente sonora, ao ponto de ele me contar que foi chamado à atenção pela vizinha – ainda hoje penso se foi mesmo a vizinha a queixar-se ou se ele a usou como desculpa para controlar o meu volume. Hum! Ainda bem que não chamei nomes nem disse coisas obscenas – A Anouk tinha uns vizinhos que quando faziam sexo gritavam “Cú! Mamas! Cú! Mamas!” Devia de ser para não se perder no roteiro…

Mas avançando, por exemplo, aos fâs de certos brinquedos e que os querem dar a conhecer ao parceiro e nada daquilo origina o objetivo pretendido?? Ou quando nem sequer o sabem utilizar… “Espera, espera amor, o senhor disse que era prazer garantido, se ao menos eu encontrasse o botão para ligar…” A sério!! Não deve de ser nenhum móvel do IKEA, mas se têm dúvidas leiam a porcaria das instruções!! E ANTES!

Cãibras! Aposto que já vos aconteceu… Horrível! Estamos quase quase lá, quase a atingir ou a fazer atingir o clímax e de repete vem uma p… de uma cãibra. E depois? Como é? É que ela não se vai embora assim sem mais nem menos, temos que alongar, e não é só alongar… precisamos de ajuda! Eu explico: temos que parar o que estávamos a fazer e pedir ao nosso par para alongar o nosso músculo em posições nada sexuais… É de tirar a pica..

E gazes? Bem tentamos entregarmo-nos à relação mas estamos tão aflitos, e só pensamos e se acontecer? Por favor sexo oral agora não!.. Acho que é um grande constrangimento, o soltar um PUM! Quer dizer o soltar um pum já é constrangedor o suficiente, mas no acto sexual??? Não tem hipótese, seja silencioso ou não, com ou sem cheiro… é super super constrangedor, e para ambos… e o que fazer quando isso acontece? Fazemo-nos despercebidos e continuamos ou damos a bronca toda e desculpamo-nos quando somos nós e damos na cabeça quando é o outro? E se o fizermos, como prosseguir após o acontecido? Dá para voltar à sensualidade?

Acho que a lista de constrangimentos no sexo é infindável, sejam eles controláveis, incontroláveis… por distração – beijar o nariz de boca aberta, pensando que é a boca dele; por acidente- por o nariz a sangrar com uma cotovelada; por atrapalhação – cair a meio do strip-tease; por falta de higiene – cheiros desagradáveis; por inexperiência – falhar o alvo; por ignorância – usar brinquedos de forma errada… tantos…mas o importante é falar e discutir sobre aqueles que nos incomodam mais e que se repetem e aos outros menos significativos é tentar rir da situação, principalmente quando somos nós os protagonistas.

Bem sei que alguns são de uma componente mais séria, mas quis aqui dar uma perspectiva  mais leve. Não me levem a mal, afinal rir faz bem…

Be Happy,
Maria

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2 comentários

  1. Olá Maria,

    O que eu me ri a ler o teu texto.
    Destaco a parte de sermos apanhados em flagrante. Já fui. Pelos Filhotes. Atualmente tenho 1, 2 ou 3 pares de olhos a assistir (temos 3 gatos). Vão sempre atrás de nós…
    Os Filhotes já são grandinhos e, agora, não entram pelo quarto adentro mas, adormecem mais tarde e interrompem, pedindo "silêncio"!!!

    Fica bem!
    Beijinhos
    Liliana

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    1. 🤭 oh Liliana... Por acaso também já me questiono se a mais velha ouve... Vou tendo esperança que ainda não 😉 beijinhos

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