O espaço da maternidade

Por Maria - outubro 27, 2019

espaço maternidade - tropa do batom

Já sou mãe há alguns anos e, apesar de já ter passado todas as maleitas iniciais desta aventura gostaria de partilhar alguns desabafos.

Para ser sincera nem sei o que escrever.  Ou melhor,  por onde começar.  Pois,  porque histórias é que não me faltam.  E ideias também não,  por exemplo, para descrever a repentina mudança na minha vida poderia fazer como Helen Fielding em o diário de Brigett Jonnes fazendo um formato de diário.  O diário de Maria Clara na aventura da 1ª maternidade:

Domingo, 2 de outubro
62 Quilos (desde que tive a Júlia, 8 KG a mais), doses de álcool - 1 (tentando voltar aos velhos hábitos), calorias - infinitas (sou capaz de rebentar qualquer escala), cigarros hipotéticamente fumados - 2 maços, quecas BIG 0, tempo dedicado a mim - BIG BIG 0

Mas, voltando ao ponto base, a aventura de ser MÃE.

Quando olho para trás, aiii, como eu era... dona do meu nariz, super independente, não dava satisfações a ninguém. Se estava farta de estar em casa, pegava no carro e simplesmente ia. Ou, então, ficava em casa entregue à televisão, ao vinho e aos cigarros (sim, até isso se foi...). Humm, que saudades! E, ao fim do dia, cinema. ai, o cinema: ecrã gigante, as filas para as bilheteiras, o cheiro a pipocas, as gomas, o copo de quase meio litro de coca-cola que me enchia a bexiga em que eu ficava aflita para ir ao wc antes do filme começar.

Os jantares com as amigas no indiano (more rice?), e o Muralhas, o actualizar das ocorrências, as cusquices da semana, os novos amores, os velhos... os objectivos, as promessas, as queixas e o eterno sonho de encontrar a nossa cara metade, o amor das nossas vidas. Aiii! Pois é, e encontrámos, todas nós. Mas ninguém nos disse (desculpem amigas, falo por mim), ninguém me disse que não podia ter tudo: as borgas, os jantares, o cinema, as pipocas, o vinho, os cigarros e a vida em família.
Mas, porquê não ter tudo??? Quem me impede?? Quem? Simples. EU.

Fui EU que me condicionei a estas regras, ou não?

Sempre me considerei uma pessoa de espírito aberto, de não me limitar a algo, de evoluir, de experimentar, de arriscar (talvez, vendo bem as coisas com algum controlo) e de enfrentar tudo e todos se fosse para defender as minhas convicções e sonhos. Até durante a minha gravidez me mantive bastante activa. É certo que a mentalidade do meu companheiro também ajudou.

Mas a verdade é que a nossa vida muda... Muda sim... E por mais que queiramos ser evolutivos, liberais e até um certo ponto autónomos... não dá!! E sabem porquê? Porque os nossos filhos, ou melhor o seu bem estar vai estar sempre em 1º lugar. Quando somos mães/pais as nossas prioridades mudam e naturalmente a nossa vida também.

Cabe-nos a nós, de forma equilibrada racionar as prioridades.. Enquanto mães, enquanto trabalhadoras, enquanto companheiras, amantes, amigas, enquanto mulheres... (bolas!!! Tanta coisa!! - tópico a desenvolver)

Mas sabem como? Eu também não sei... (e não sei se quero saber).  Apenas importa talvez viver e desfrutar da melhor forma cada momento e não stressar...

A perfeição não existe...

Be Happy,
Maria

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