“Não julgues um peixe pela habilidade de subir às árvores”

Por Carolina - novembro 25, 2019

peixe subir árvores - tropa do batom

No outro dia a minha mãe mostrou-me um pacote de açúcar que dizia algo do género: “Não julgues um peixe pela sua habilidade de subir às árvores” ou algo parecido assinado pelo Einstein. E de repente, parece que encontrei algo com que me identifiquei e abri uma outra 'página do livro' que até então tinha fechada ou adormecida pelo: “Não, tenho que ser melhor, tenho que me esforçar e dar o máximo” mas se eu às vezes dou o meu ‘máximo’ e não me apetece dar mais, é porque não tenho prazer naquilo que estou a fazer.

Acho que nós damos o nosso máximo quando queremos, e quando algo nos dá prazer, não é? Quando não nos dá prazer, até fazemos uma forcinha, mas não vem do nosso mais íntimo, da nossa força interior, vem da cabeça e do pica miolos que nos está a pressionar (tal como o meu chefe, etc...).

Na minha vida pessoal tenho sido avaliada pelos meus pais (claro!). Sempre fui uma ‘linda menina’ que viveu em harmonia até chegar à adolescência, quando eles começarem a impor barreiras: do não sair a noite, de não ir à praia sozinha, não ir à discoteca... E eu que gosto de dançar, e de ir a praia sozinha, e de ser livre! Eu acho que se tivesse tido mais liberdade talvez tivesse dado mais atenção ao estudo, aos meus objetivos pessoais, sendo mais focada! Depois fui avaliada como estudante de psicologia, porque o meu pai achava que design de interiores: “Não, credo! Isso não vale nada. Isso só para ires para o desemprego!”

Em termos profissionais, tenho um trabalho em que todos os dias me pedem números, e o alcançar de targets e cocós… dass, que seca! Deixem-me remodelar casas e vão ver como o faço espetacularmente bem! Dêem-me uma aldeia desabitada com casas a cair e eu dou-lhes vida e faço com que as paredes que lá moram contem a sua história. Esse sim, é o meu sonho, e aí sentir-me-ei como um peixe a nadar num oceano ou como um macaco a trepar a mais alta árvore da Amazónia. 

Sinto-me um bocado a dizer o que uma bruxa me diria, mas depois do evento acontecer. Mas a moral da história é: quando se luta numa guerra que não é nossa, não custa tanto perder. Quando se está numa guerra com paixão, a lutar pelo que faz parte de nós, a motivação é verdadeira e temos uma reserva de força extra que nos faz testar limites, com prazer e, mais facilmente, alcançar os nossos objetivos. Para mim, é isto que nos faz pessoas de sucesso, pessoas fortes e felizes! E é assim, que num mundo ideal, deveríamos ser avaliados.

Carolina
x

  • Partilha:

Poderás também gostar

2 comentários

  1. Essa frase é muito aplicada no Ensino Especial. Se acharmos que socialmente todos devemos subir árvores... e os peixes? E se todos devemos nadar... e quem não tem guelras?
    Cada um tem skills proprias, paixoes e ninguém é bom em tudo. E todos fazemos falta à sociedade. Pensa em tirar o curso que te apaixona! Dizes que já trabalhas na área, certo? És psicologa? Então... se já pagas as tuas contas, ninguém te pode exigir nada. Vai atrás do que é teu!

    ResponderEliminar